Confira principais trechos da entrevista coletiva do técnico Ney Franco do Flamengo após Fla 1 x 1 Bahia pela 6ª rodada do Brasileiro, dia 21 de maio 2014.

Coletiva do técnico Ney Franco do Flamengo
Coletiva do técnico Ney Franco do Flamengo

Erros de arbitragem

– Eu, sinceramente, se tivéssemos vencido o jogo ficaria mais confortável para falar da arbitragem. Não conheço esse árbitro, é a primeira vez que vejo apitar. O pênalti (em Alecsandro) eu não posso falar muito, mas o gol deles foi de uma falta que não existiu. Não quero transferir minha responsabilidade. A responsabilidade maior do elenco é recuperar os jogadores. Felizmente, tem uma parada para Copa do Mundo, onde teremos possibilidade de treinamentos fortes para ajuste e para que possamos disputar o Brasileiro em um nível melhor.

O pênalti (em Alecsandro) eu não posso falar muito, mas o gol deles foi de uma falta que não existiu. Não quero transferir minha responsabilidade. A responsabilidade maior do elenco é recuperar os jogadores.
Ney Franco

Mudanças táticas

– Na realidade, é meu segundo jogo. No primeiro, nós treinamos três dias e definimos uma equipe. Perdemos. Agora, tive a oportunidade de dar uma rodada, ver outros jogadores. A medida que temos treinamentos e jogos, vou conhecendo melhor o treino. Contra o Santos, já conseguimos definir umas situações de posicionamento e de quem começa jogando. A avaliação para este jogo não foi tão brusca. Optamos por dois volantes mais de marcação, mas ainda assim o adversário em alguns momentos conseguiu trabalhar a bola no setor de meio-campo. O adversário teve mais posse de bola e trabalhou melhor que a gente.

Falhas do Flamengo

– Não tivemos um jogo consistente o tempo todo, principalmente no primeiro tempo. Em alguns momentos, o Bahia envolveu nossa equipe. No segundo tempo, fomos melhores do que no primeiro e neutralizamos uma jogada forte deles, que é a movimentação do Talisca. O campo aqui é difícil para o treinador trabalhar, é difícil de passar informação para os atletas. Fomos mais consistentes no segundo tempo, criamos duas oportunidades claras e fomos penalizados no fim com uma falta que não existiu e a qualidade na cobrança. Tivemos infantilidade na barreira, porque um jogador empurrou. Esses erros que temos que ajustar.

Fla merecia a vitória?

– Acho que o resultado foi justo, embora a origem do gol tenha sido uma falta que não existiu. Foi equilibrado o tempo todo. Em cima disso, temos que trabalhar os erros e definir os acertos.

Três jogos até a Copa

– Temos o jogo com o Figueirense que é nosso mando, embora seja no Morumbi. São três jogos fora de casa, e o campeonato não tem facilidade. É um jogo difícil atrás do outro. Temos um tempo para nos recuperar até o jogo com o Santos e recuperar contra Santos e Cruzeiro os pontos que deixamos em casa.

Recuperação só depois da Copa?

– Acho que nossa equipe já jogou melhor em relação ao primeiro jogo. Avalio que temos condição de sermos melhores contra o Santos, dar um passo a frente no desempenho. A parada para Copa vai ser uma oportunidade de trabalharmos forte, trabalhar posicionamento, linha de marcação, movimentação ofensiva. Nossa equipe tem tido muita dificuldade para sair de trás para o ataque. Essa passagem ainda está com uma certa dificuldade e vamos utilizar a parada para trabalhar tudo isso.

Jejum contra o Bahia

– Incomoda e faz parte. É impressionante que no último jogo com o Vitória estávamos ganhando e sofremos o gol aos 46 do segundo tempo. Agora, repetiu a história em um jogo que estávamos doido para terminar e computar os três pontos. É uma escrita que está acontecendo, mas não posso desistir do meu trabalho.
Tem solução. Estamos em um clube com camisa e estrutura para desenvolver um trabalho. O Brasileirão tem uma característica de times que começam mal e se acertam, fazendo uma boa campanha.
Ney Franco

Solução para o Flamengo

– Tem solução. Estamos em um clube com camisa e estrutura para desenvolver um trabalho. O Brasileirão tem uma característica de times que começam mal e se acertam, fazendo uma boa campanha. Lógico que estamos muito abaixo do que todos esperavam, eu, torcedores, jogadores e diretoria, mas temos que trabalhar para colocar o Flamengo em uma condição melhor.

Pressão da torcida

– Temos que conviver com isso. Em um clube grande, é dessa forma que funciona. Quando se tem seis rodadas e a equipe está lá na parte de baixo, a cobrança é natural. Cabe ao time buscar o caminho das vitórias. São coisas que acontecem no dia a dia. Temos que ajustar as peças para entrar no caminho de vitórias, que é nosso grande desafio.

Reforços

– O Brasileiro tem duas partes. Esse ano ainda tem outra por conta da parada para Copa. Qualquer clube brasileiro, mesmo os que estão na ponta, tem que ficar sempre atento ao mercado. No nosso time tem espaço para chegada de outros jogadores e logicamente estamos conversando com a diretoria por possíveis nomes para integrarem o grupo.

Globo Esporte

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