Cotado para sair, Adilson suporta pressão e segue firme no comando do Vasco. Zagueiro Rodrigo diz que contra o Boa time jogou pelo comandante.

Os últimos dias do mês de maio foram de tormento para o técnico Adilson Batista do Vasco. Quatro empates seguidos na Série B, desempenho irregular da equipe devido a uma série de fatores e a ameaça de ser demitido mexeram com o dia a dia do Vasco da Gama. A diretoria Cruz-Maltina chegar a sondar o nome do treinador Gilson Kleina, ex-Palmeiras, mas decidiu manter o Adilson após o triunfo por 2 a 0 sobre o Boa Esporte, no último jogo da Série B antes da paralisação para a Copa do Mundo. A manutenção de Adilson frente ao time do Vasco se deve em parte ao movimento público dos atletas para que o chefe não virasse o alvo principal. Agora, de cabeça mais fria após o recesso, o técnico de larga experiência olha para a frente e esclarece que  a situação não causou maiores problemas.

Quem destaca a fase em paz no Vasco é o capitão Rodrigo. Zagueiro titular, tendo chegado ao clube no início desse ano vindo do Goiás foi ele que puxou a fila ao afirmar que o Vasco jogaria pelo treinador ao enfrentar o Boa Esporte em Varginha, no último dia 9 de junho.

Adilson segue firme no comando do Vasco.

“Vejo no dia a dia o Adilson como um cara que não fica parado ali assistindo. Ele está sempre atuando nos treinamentos. Não era ele o culpado, foram vários fatores que influenciaram. No rebaixamento, quando ele montou a equipe, o trabalho deu certo e chegamos na final do Carioca. Nessa parada, ele voltou melhor, com astral bacana, com pensamento igual a antes dessa dificuldade. Todo mundo colocando na cabeça esse espírito”, destacou Rodrigo.

Na semana passada, nos primeiros dias de trabalho em Pinheiral, Adilson Batista observou as atividades físicas e colheu informações com o departamento fisiológico e com a fisioterapia. Sempre ao seu lado está o analista de desempenho Gustavo Nicoline e, agora, mais um auxiliar: Fábio Moreston, que era do Figueirense. Desde a última quinta à tarde, ele assumiu o apito e passou a orientar as movimentações com bola. Era possível ouvir muitos gritos, correria e um papo particular com o recém-contratado Kléber Gladiador.

Rodrigo disse que contra o Boa time jogou por Adilson.

À época das contestações por parte da torcida, Adilson ainda foi procurado por um clube do Oriente Médio, mas a proposta estava longe de ser milionária e ele optou por permanecer em São Januário. A manutenção foge à regra impregnada no Brasil de derrubar logo o treinador. O defensor Rodrigo acredita que o apoio dos jogadores deve ter tido influência direta na dose de paciência da diretoria.

“Já vi muito isso (jogador segurar técnico) acontecer. Mostra que você não está sozinho. No nosso país, a primeira coisa a se fazer é ir na cabeça é o treinador. Quando tem o respaldo do time, a sua autoestima volta. Todos falando que vai dar certo é bacana”, concluiu Rodrigo.

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