Dakson vira ladrão de bolas, agrada e ganha sequência no time do Vasco

Dakson vira ladrão de bolas, agrada e ganha sequência no time do VascoEra mais uma chance a que Dakson ganhava contra a Ponte Preta. Embora nunca tenha recebido uma boa sequência como titular – em três anos de Vasco foram 47 partidas e apenas 17 como titular -, o jogador entrou em campo contra o time de Campinas na última quarta-feira em São Januário disposto a mudar a rotina de entrar e sair da equipe. A característica de toque de bola se aliou ao empenho no combate, que o que mais chamou a atenção na vitória por 2 a 1. Mostrando que pode se adaptar ao pedido de Adilson Batista, o camisa 20 tenta agarrar a nova oportunidade e permanecer na equipe. O técnico gostou do que viu. E Dakson continua ao lado de Douglas na criação das jogadas para a partida desse sábado contra o Paraná.

O jogador não tocou tanto na bola como Douglas – que deu 50 passes e errou nove, enquanto Dakson errou de 20 tentativas -, mas mostrou um empenho maior do que o de costume na marcação. Não foi nem Guiñazu nem um zagueiro quem mais desarmou ou roubou bolas no time do Vasco. Foi o camisa 20. Dakson retomou a bola para o Vasco sete vezes, sem deixar de contribuir com o ataque. No primeiro tempo, deixou Thalles bem posicionado – o garoto bateu forte para defesa de Roberto -, na segunda etapa, cruzou perfeito na cabeça de Rodrigo, que cabeceou por cima do gol campineiro.
Antes dessa partida e dessa aparente mudança de postura do meia, havia uma percepção de que Adilson não sentia confiança em colocar dois meias que priorizam mais o passe e que têm menos poder de marcação do que um meia adaptado à função de volante, como é o caso de Pedro Ken, ou de Aranda, o paraguaio que vinha como titular até a última quarta-feira. Mas o bom desempenho de Dakson, tanto ofensivamente quanto na vontade em ajudar os meias defensivos, de certa forma contribuem para uma mudança tática na equipe.

– Não é só questão do jogador tentar se manter no time e nem por ele ter 20 anos. Dakson mudou o jeito de jogar e teve uma uma entrega. Que não tem que ser só dele, mas também dos jogadores de frente. Não é uma exigência da idade. Era uma entrega importante e ele cumpriu bem a função – disse o treinador do Vasco, que rejuvenesceu Dakson em sete anos.(Globo Esporte)

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