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Parentes e amigos se despedem de Carlinhos, que brilhou pelo Fla como jogador e técnico

Parentes e amigos se despedem de Carlinhos, que brilhou pelo Fla como jogador e técnicoA terça-feira (23.06) começou carregada de sentimentos. De um lado, tristeza e pesar no velório de Carlinhos, que morreu na segunda-feira (22.06). De outro, saudade e carinho pelo ídolo rubro-negro. Em comum, a admiração de todos os presentes: familiares, ídolos e torcedores do Flamengo, no Salão Nobre da Gávea, onde ocorreu a cerimônia.

Às 10h, o clube liberou a entrada de associados e torcedores que queriam prestar as suas homenagens. Um dos primeiros a chegar foi o rubro-negro Jucélio Barreto, metalúrgico aposentado, que deixou seu depoimento emocionado sobre o ídolo. “Vi o Carlinhos jogar na década de 1960 ao lado de Silva (Batuta), Gérson… Era muito fã do Violino e por isso vim aqui dar meu último adeus. Ele era um grande meia, um jogador que sabia jogar, segurar a bola, não era ‘cabeça-de-bagre”, comentou com olhos marejados. O torcedor pôde se despedir ao lado de outro herói rubro-negro: Silva Batuta também compareceu.

“Perdi um grande amigo. Uma pessoa que me acolheu na casa dele quando cheguei ao Flamengo, junto com minha filha e minha mulher. Essa perda é muito dura. É difícil aceitar o Carlinhos fora da Gávea. Tínhamos uma amizade muito grande. Ele auxiliou e treinou meus filhos aqui no clube. Quando cheguei, me acolheu. Foi tudo para mim”, revelou Silva.
Ídolo de ídolos

Não demorou muito para que os ídolos chegassem para se despedirem do ídolo. Evaristo de Macedo, Leandro, Zinho e Jorginho foram os primeiros a chegarem. “Ele como treinador era diferente. Não concordava com tudo, mas sempre discordava com muita habilidade. Nunca teve um confronto muito grande. Convivi muito com o Carlinhos, mas sempre fui mais velho. A gente tinha um com relacionamento mas o grupo que ele tinha, sempre fui mais afastado, e não compartilhava muito. Depois nós trabalhamos juntos, ele foi supervisor e fui treinador, e,  juntos, trabalhamos muito bem. Sempre tivemos um entendimento muito grande”, revelou Evaristo.

“Em termos de raízes do futebol, Carlinhos foi um exemplo de se doar para o clube, sempre pronto para ajudar quando fosse solicitado. E isso aconteceu diversas vezes. Ele é um símbolo do Flamengo e uma perda muito grande”, revelou Leandro após se despedir do Violino e conversar com torcedores também emocionados. “Quando cheguei, a filha dele me falou ‘Meu pai gostava muito de você’. Sentia isso, sabia que o professor Carlinhos me tinha como um filho no futebol, foi um pai para mim. Sou muito agradecido a Deus por ele e que descanse em paz”, revelou Zinho, que foi comandado pelo técnico no Brasileiro de 1987.

A Gávea recebeu também a presença de rei Zico, que relembrou com saudades do amigo e ídolo. “É uma amizade muito grande, um dos maiores rubro-negros que a gente tem e que sempre fez da Gávea a sua casa. É uma perda grande para todos. Será muito bem recebido e vai continuar abençoando o Flamengo lá em cima”, revelou. O violinista João Vitor Valera’s compareceu para tocar o hino em homenagem ao mito.

Pela tarde, o presidente Eduardo Bandeira de Mello prestou suas homenagens, assim como Nélio e o auxiliar-técnico do time profissional Jayme de Almeida, além de outros profissionais do futebol.  Todos lamentaram a perda e relembraram seus momentos com o Violino.

Às 16h, o velório se encerrou e o corpo de Carlinhos seguiu para a cerimônia de cremação. Valera’s já havia encerrado sua música, mas todas as notas de Carlinhos Violino seguiu dando o tom das conversas entre os últimos presentes. Assim como em sua história eterna pelo Mais Querido do Mundo. (Site Oficial do Flamengo)

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